No meio da confusão espero me encontrar.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Me apaixonando
Madrugada gélida, deitada entre cobertas, no meu quarto escuro. Clima perfeito para ter uma ótima noite de sono, mas, por falar em sono, onde ele estava? Revirei de um lado para o outro da cama e nada. Desisto! Acendi a luz e olhei o relógio que marcava 3:16h em seu visor. Apaguei a luz e tentei dormir mais uma vez, como na tentativa anterior, foi inútil. Me sentia inquieta demais para dormir. Decidi ler um livro, acendi a luz novamente e me levantei para busca-lo. Nesse instante, entrou no meu quarto uma leve corrente de ar frio, meu corpo, previsível que é, arrepiou-se e estremeceu. Peguei o primeiro livro que vi e rapidamente corri para o refugio que minha cama representava nesse momento. Uma vez que estava aquecida novamente, o abri e comecei a folheá-lo. Se tratava de uma estória de amor. Logo eu me tornei a mocinha narrada e o mocinho se tornou você. Quando isso aconteceu, o livro em si ficou em segundo plano. Comecei a fantasiar nós dois; você e eu tão felizes, vivendo de uma forma tão empolgante e romantizada. Abruptamente, um barulho vindo do lado de fora causado pelo vento me assustou, consequentemente me fez voltar a realidade. E a realidade era: eu, sozinha, sem você, com tanto frio! Desisto do livro também! Coloquei o livro na cabeceira, liguei meu aparelho de som em uma rádio qualquer e apaguei a luz. Mais uma vez estava deitada esperando o sono chegar e eis que ele continuou distante. Uma música começou a tocar e imediatamente a reconheci, era a mesma que estava tocando aquele dia que nos encontramos. Em poucos segundos me perdi entre recordações daquele dia, seu jeito de me olhar, seu beijo, seu gosto, seu toque, seu cheiro... Meus pensamentos desvairados dominavam minha mente, a realidade foi ficando cada vez mais longe. Não percebi quando a música acabou. Não sei ao certo quantas músicas tocaram até eu voltar ao meu estado normal, mas voltei. Desliguei o rádio. Me sentei na cama, refleti que estava pensando demasiadamente em você e em como eu me sentia feliz ao seu lado. Refleti também, que quando estava ao seu lado esse desassossego que tanto me deixa atordoada, era quase inexistente. Tantos defeitos, afinal, quem não os tem? Mas você é perfeito para mim. Clichê. Estou me apaixonando, encantada por você, pensei. Um impulso fez com que eu abraçasse meu travesseiro. Feito isso, deitei- me. De mansinho o sono foi chegando e fiquei mais sonolenta, até, enfim, adormecer. Era uma madrugada gélida quando eu percebi que estava me apaixonando, mas, e quanto a você? Acho pouco provável. Um dia talvez eu te conte, ou não.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Citação
Tentou concentrar todo o seu pensamento no fato de existir, a fim de esquecer que um dia deixaria de existir. Mas não conseguia. No mesmo instante em que se concentrava no fato de existir, pensava também que um dia morreria. E o mesmo ocorria ao contrário:só quando sentiu intensamente que um dia desapareceria é que pode entender exatamente o quanto a vida era infinitamente valiosa. E quanto maior e mais clara era uma face da moeda, tanto maior e mais clara se tornava a outra. Vida e morte eram os dois lados de uma mesma coisa. Não se pode experimentar a sensação de existir sem se experimentar a certeza que se tem de morrer, pensou. E é igualmente impossível pensar que se tem de morrer sem pensar ao mesmo tempo em como a vida é fantástica.
O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder
O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder
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